Filho de Antônio Filinto Barroso e de Ana Dodt Barroso fez os seus
estudos nos externatos São José, Parthenon Cearense e Liceu do Ceará.
Cursou a Faculdade Livre de Direito do Ceará, bacharelando-se em 1911
pela Faculdade
de Direito do Rio de Janeiro, atual Faculdade
Nacional de Direito da UFRJ.
Foi redator do Jornal do
Ceará (1908-1909) e do Jornal do Commercio (1911-1913);
professor da Escola de Menores, da Polícia do Distrito Federal (1910-1912); secretário da
Superintendência da Defesa da Borracha, no Rio de Janeiro (1913); secretário do
Interior e da Justiça do Ceará (1914); diretor da revista Fon-Fon (a partir de 1916); deputado federal
pelo Ceará (1915 a 1918); secretário da Delegação Brasileira à Conferência da
Paz de Venezuela (1918-1919); inspetor escolar do Distrito Federal (1919 a
1922); diretor do Museu Histórico
Nacional (a partir de 1922); secretário geral da Junta de
Juriconsultos Americanos (1927); representou o Brasil em várias missões
diplomáticas, entre as quais a Comissão Internacional de Monumentos Históricos
(criada pela Liga das Nações) e
a Exposição
Comemorativa dos Centenários de Portugal (1940-1941).
Participou do movimento integralista. Embora não concordasse com o rumo dos
acontecimentos a partir de 1937, manteve-se fiel à doutrina filosófica do integralismo.
Gustavo Barroso, além de membro da Ação Integralista
Brasileira, foi declaradamente antissemita. Que se coadunava com a
mentalidade nacionalista do Estado Novo, fez uso da concepção de um “complô
secreto internacional”, para difundir idéias antissemitas, aproximando-se das
concepções européias.
Estreou na literatura, aos vinte e três anos, usando o pseudônimo
de João do Norte, com o livro Terra de Sol, ensaio sobre a natureza
e os costumes do sertão cearense. Além dos livros publicados, sua obra ficou
dispersa em jornais e revistas de Fortaleza e do Rio de Janeiro, para os quais
escreveu artigos, crônicas e contos, além de desenhos e caricaturas. A vasta
obra de Gustavo Barroso, de cento e vinte e oito livros, abrange história,
folclore, ficção, biografias, memórias, política, arqueologia, museologia,
economia, crítica e ensaio, além de dicionário e poesia. Pseudônimos: João
do Norte, Nautilus, Jotanne e Cláudio
França.
Em seu livro, publicado em três volumes a partir de 1937, A
História Secreta do Brasil, são narrados episódios como a participação por
parte dos judeus em rituais de sacríficio no sertão baiano no século XIX até a
sociedade secreta da Faculdade de
Direito de São Paulo (chamada 'A Bucha').
Profundamente nacionalista, ele defendeu a integridade do Brasil contra
dominação estrangeira e de grupos de banqueiros internacionais.
Sua atividade na Academia
Brasileira de Letras também foi das mais relevantes. Em 1923,
como tesoureiro da instituição, procedeu à adaptação do prédio do Petit
Trianon, que o Governo francês ofereceu ao Governo brasileiro, para nele
instalar-se a sede da Academia. Exerceu alternadamente os cargos de tesoureiro,
de segundo e primeiro secretário e secretário-geral, de 1923 a 1959; foi
presidente da Academia em 1932, 1933, 1949 e 1950. Em 9 de janeiro de 1941 foi
designado, juntamente com Afrânio Peixotoe Manuel Bandeira, para coordenar os estudos e
pesquisas relativos ao folclore brasileiro.
Era membro da Academia
Portuguesa da História; da Academia das
Ciências de Lisboa; da Royal Society of
Literature de Londres; da Academia de Belas Artes de Portugal; daSociedade dos Arqueólogos de Lisboa; do Instituto de Coimbra;
da Sociedade Numismática da Bélgica, do Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro e de vários Estados; e das
Sociedades de Geografia de Lisboa, do Rio de Janeiro e de Lima.